quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Londres - Os espaços verdes

Mesmo a dois passos da casa da Ana existe um pequeno parque, e um pouco mais afastado encontra-se um espaço ajardinado (BethnalGreen Gardens).

















No entanto, nesta zona, o espaço preferido para passeio e jogging são as margens do Grand Union Canal, que passa a pouca distância e paralelamente à rua em que a Ana vive.
O "Grand Unian Canal" faz parte do sistema de canais britânicos, e liga Londres e Birmingh, através do seu braço principal.

É grande a diversidade paisagística das margens deste canal.

Umas vezes passa entre frondosa vegetação



















































outras vezes parece comprimido pelas paredes dos prédios que o ladeiam























































Outras ainda são vivendas que se estendem ao longo do mesmo:
umas parecendo habitadas por pessoas com posses





































outras com aparência bem modesta















A presença de barcos habitados é uma constante, e vimos, até, um batelão-horta
















Várias das muitas pontes que atravessam o canal são construídas em tijolo, com ar antigo, o que também contribui para a agradabilidade do percurso.

















Por vezes saíamos das margens do canal e passeámos por outros parques próximos, como o Parque Vitória


















e o London Fields




Londres 2011 - O Bairro da Ana

Quando, o ano passado, visitámos Londres, a Ana vivia na zona Oeste, zona rica onde vive grande parte dos executivos, designadamente da Banca, muitos deles estrangeiros como é o caso das suas amigas portuguesas e maridos.

Depois da nossa visita ela mudou para outra zona completamente diferente, um bairro que se situa a norte/nordeste da City, onde se misturam os habitantes de habitação social e os intelectuais. É, como ela diz, um bairro "cool" onde gosta muito de viver. As ruas não são bonitase muitas das lojas têm um certo ar "terceiro mundista",



















































embora encontremos sempre algumas "ilhas" agradáveis, quer sejam pequenas construções de meados do século XIX, como estas que ficam em frente da sua casa
















quer de recente habitação social,

















por onde passámos para ir ao sapateiro,situado nesta rua, Bethanel Green Road, que é paralela à rua em que a Ana vive


















(que é uma zona com um ar muito popular e movimentado. Aliás, Bethnal Green está referenciado nos guias turísticos como um bairro popular com lojas na moda e bares divertidos)















ou esta construção também recente, que me parece dirigida a classes mais abastadas

















Na rua da Ana encontramos quase frente a frente este beco






















e este edifício recuperado para hotel e apartamentos de luxo


































onde funciona este restaurante com 1 estrela Michelin, cujo chefe de cozinha é português




















por sua vez contiguo a este feio prédio,


















Mas nas traseiras de alguns prédios,



há oásis como aquele em que a Ana vive.




sexta-feira, 22 de julho de 2011

Férias no Norte - E a Espanha, sempre com património urbano interessante

Desta vez entrámos em Espanha pelo Norte Transmontano em direcção a Ourense, cidade cidade da Galiza mais próxima já com uma dimensao urbana significativa (100.00 habitantes).

No caminho passámos por uma pequena cidade, Allariz, que foi em diversas ocasiões, ao longo da idade média, capital do reino de Galiza e sede do reino de Castela. Esta cidade conservou até hoje aquele legado, tendo as intervenções de conservação e reabilitação sido reconhecidas por várias instâncias internacionais, como a ONU, e também recebido o prémio europeu de urbanismo. E bem merecido!

Situa-se nas margens de um rio (Rio Arnoia)


ao longo do qual se encontram lindos recantos



zona de banhos e passeio


(esta última foto ilustra a mudança de atitudes: é o pai quem está a passear os três filhos - e o cão-)

e piscina com grande relvado envolvente



A arquitectura religiosa ( no centro histórico encontramos 6 igrejas e um convento)



( os cruzeiros são diferentes. De um lado está representado Cristo cruxificado, e do outro a "pieta")

conjuga-se com a simples e harmoniosa arquitectura civil, construída ao longo de calçada granítica, que na maior parte das ruas parecem remontar também à época medieval





E este centro histórico tem vida. É habitado e tem comércio, aliás com lojas das mais reputadas marcas!



Visitámos depois Ourense, cidade que se estende ao longo das duas margens do rio Minho e que é um centro urbano importante que foi fundada como capital do reino suevoção romana, e onde existem vestígios de ocupação humana desde o período paleolítico. A sua importância deve-se principalmente à água, sendo que esta brota quer no próprio centro da cidade, sendo estas fontes, as Burcas o seu ex-libris, quer ao longo do rio Minho
Esta fonte que integra as Burcas, data dos finais do séc. XVIII



esta dos finais do século XIX


e esta é recente, e funciona como piscina termal


A cidade no seu conjunto não é bonita, mas o centro histórico, como é de esperar, tem ruas e praças muito bonitas e harmónicas.

Começámos por parar na Praça Maior, onde bebemos o nosso café



Passámos depois por praças e ruas




até chegarmos à Catedral, templo românico de transição para o gótico, com aspecto de fortaleza e muito interessante quer exterior,


quer interiormente
(a foto seguinte é de um aspecto do denominado Pórtico do Paraíso, que se encontra logo à entrada)


Fomos até às margens do Rio Minho ao longo das quais caminhámos até chegar à interessante Ponte do Milenium, que atravessámos, depois de subirmos as escadas que permitem ter uma vista sobre o rio e a Ponte Velha (de origem romana, mas reconstruída nos séculos XIII e XVIII), e sobre a cidade.






Visitámos, depois, as Pozas de Chavasqueira, conjunto de fontes termais, que estão preparadas para piscinas ao ar livre e que são de uso gratuito:




Ao longo das margens do rio, para onde atravessámos, existe ainda um complexo de várias piscinas termais ao longo de 3 ou 4Km, que não chegámos a visitar.

De regresso ao Centro passámos ainda por outras interessantes ruas e praças





tendo visto, para terminar a visita ao Centro histórico, e também à cidade no seu conjunto, esta interessante igreja (de Santíssima Trindade), de transição do românico para o gótico, com torres que lhe conferem um ar de fortaleza


Regressámos a Portugal passando ainda por dois interessantes núcleos urebanos:
Vila de Celanova, dominada pelo imponente edifício do Mosteiro de Benedito de S. salvador, cuja construção remonta ao século X, embora reconstruído nos séculos XVI e XVII.
Uma das suas fachadas ocupa um dos lados da linda Plaza Maior, onde se encontra também uma fonte do século XVI, que contribui para o se embelezamento.






Passámos depois a outra linda praça e uma característica rua do seu centro histórico




e a aldeia vizinha, Vila Nova dos Infantes, que encanta pelo pelo traçado medieval das suas ruas e praças, ladeadas por casas lindamente recuperadas: