Durante muitos anos visitei aquele Lugar e aqueles que aí ainda residiam, e sempre ali estávamos como fossemos família.

Das últimas vezes estivemos com a Menina Hortense (nessa altura só ela, marido e família da filha é que viviam no Casal), que faleceu há pouco tempo e de quem tenho muita saudade, pois tinha uma enorme ternura por ela.
Também pela Sra. Bernardina, falecida há alguns anos (já com 86 anos penso eu, e na casa da filha, na Sapataria), e pela Sra. Maria, esta falecida há muito mais tempo, sinto uma terna saudade.
Da Menina Maria há muito que não tinha notícias. Com certeza que faleceu também.
E o Leonel? Não obstante as suas grandes limitações era muito inteligente, e foi sempre um amigo. Faleceu recentemente, já com 70 anos, tendo sido toda a sua vida muito acarinhado pela família, principalmente pela mãe e pela irmã que passou a prestar-lhe os cuidados que ele precisava quando a mãe deixou de o poder fazer.E nunca transpereceu da parte destas qualquer contrariedade pelo facto, evidenciando sempre o grande amor que lhe tinham.
A Maria Helena, de quem continuo amiga, embora agora contactemos pouco, é que me vai dando algumas notícias. Mas a Sapataria, dado ter acesso à auto-estrada a cerca de 3 Km, sofreu um impacto urbanistico completamente descaracterizante (com enormes edifícios, um deles, penso, com um Centro Comercial), que me desgosta e que me leva a não ter vontade de lá voltar!
Regresso sempre, sim, quando recordo as vivências de férias da minha infância e adolescência associadas àqueles lugares, designadamente com a minha irmã Linda e os meus sobrinhos, embora as recordações destes (com excepção, talvez, do Alfredo) estejam mais ligadas ao Lugar dos Galegos.